O argentino Pablo Aimar deixou de ser futebolista do Sport Lisboa e Benfica. No entanto, será sempre recordado como um dos Grandes que representaram o clube da Luz.
Há quem diga que só assinou pelo Benfica porque já estaria longe do fulgor de outros tempos. Outros dirão que, na época finda, foi pouco mais do que uma figura de corpo presente.
Eu lembro, para quem não souber, que Aimar é simplesmente o ídolo do astro futebolístico argentino Lionel Messi. Consta que, certo dia, e por outras palavras, perguntaram a Diego Armando Maradona (que ficou conhecido como Diós, ou D10s, no país das Pampas) qual o jogador que o levaria a pagar bilhete para assistir a um jogo de futebol. A resposta foi... Pablo Aimar!
Pois bem, foram cinco anos de águia ao peito em que, mesmo que estivesse em campo curtos cinco minutos, haveria magia a brotar dos pés de El Mago, como ficou conhecido o homem que aparece na foto em baixo. Com ele no terreno de jogo, o futebol era outra coisa; e chamar-lhe Arte não é uma hipérbole.
Fica a memória de um Grande Senhor que representou o Sport Lisboa e Benfica. Sempre com a camisola 10, que herdou de Rui Costa. Sempre como um Senhor.
Apenas um Senhor aceita aparecer ao lado de Luís Filipe Vieira, na despedida, sem perder a postura, sem ficar mal na fotografia.
Muito Obrigado, Aimar!
Showing posts with label Futebolices. Show all posts
Showing posts with label Futebolices. Show all posts
Thursday, June 06, 2013
Thursday, November 01, 2012
Wednesday, September 19, 2012
Pergunta feita após o Celtic-0-Benfica-0
'Mister' Jorge Jesus, foi por ter cara de anão que o Miguel Vítor não jogou hoje, sendo preterido, quer pelo Jardel, quer pelo André Almeida? Olhe que ele tem 1,84 metros...
Ou foi por ter quatro nomes próprios (Miguel Ângelo Leonardo Vítor)?
Ou foi por ter quatro nomes próprios (Miguel Ângelo Leonardo Vítor)?
Sunday, April 01, 2012
Sunday, March 18, 2012
Saturday, March 03, 2012
O Galo (conclusão)
Três vezes a liderança se esfumou,
Três vezes pontos o Benfica perdeu,
E disse no fim de os perder três vezes,
“À frente tentei ser mais do que eu:
Ganhar um campeonato que não é meu;
E mais que o Porto, que a equipa teme
E chega a antever o fim do mundo
Manda a verdade dizer que não foi galo,
Que já será uma sorte ficar em segundo!”
Três vezes pontos o Benfica perdeu,
E disse no fim de os perder três vezes,
“À frente tentei ser mais do que eu:
Ganhar um campeonato que não é meu;
E mais que o Porto, que a equipa teme
E chega a antever o fim do mundo
Manda a verdade dizer que não foi galo,
Que já será uma sorte ficar em segundo!”
Sunday, February 05, 2012
O Galo (continuação)
“A quem acenam aqueles lenços?
De quem os assobios que ouço?”
Disse o Domingos, derrotado outra vez,
E no cepo colocou o pescoço,
“Quem vem fazer o que só eu faço,
Que treino com tanta classe,
Provocando nos preguiçosos repúdio?”
Sem paciência, o mister disse:
“Outra vez tu, Cláudio?”
De quem os assobios que ouço?”
Disse o Domingos, derrotado outra vez,
E no cepo colocou o pescoço,
“Quem vem fazer o que só eu faço,
Que treino com tanta classe,
Provocando nos preguiçosos repúdio?”
Sem paciência, o mister disse:
“Outra vez tu, Cláudio?”

Monday, January 30, 2012
O Galo
O galo que está em Barcelos
Na noite do jogo pôs-se a cantar;
A baliza do Porto bicou três vezes,
Bicou três vezes sem parar
E disse: “Quem é o dragão que ousa entrar
Nestas redes que defendo,
Permitindo aos meus adeptos tanto gáudio?”
E o Vítor Pereira disse, tremendo,
“Meu Deus, és tu, Cláudio?!”
Na noite do jogo pôs-se a cantar;
A baliza do Porto bicou três vezes,
Bicou três vezes sem parar
E disse: “Quem é o dragão que ousa entrar
Nestas redes que defendo,
Permitindo aos meus adeptos tanto gáudio?”
E o Vítor Pereira disse, tremendo,
“Meu Deus, és tu, Cláudio?!”

Saturday, December 03, 2011
Wednesday, November 16, 2011
Thursday, April 28, 2011
Sunday, April 24, 2011
Uma questão de números
Ainda que Jorge Jesus, no final da época 2010/2011, apenas possa ter ajudado o Benfica a conquistar a Taça da Liga, deve salientar-se que o treinador português nunca conseguiu menos do que o seu antecessor. Para os que não se lembram, aqui fica o nome do espanhol: Quique Flores.
Saturday, April 23, 2011
União de Leiria troca com Villarreal
O sorteio das meias-finais da Liga Europa desta época ditou um F.C.Porto-Villarreal e um Benfica-Sp.Braga.
Resumindo e concluindo, a única diferença para as meias-finais da Taça de Portugal de 1997/98 está na ausência da União de Leiria, “substituída” pelos espanhóis do Villarreal.
Resumindo e concluindo, a única diferença para as meias-finais da Taça de Portugal de 1997/98 está na ausência da União de Leiria, “substituída” pelos espanhóis do Villarreal.
Atenção: não confundir a equipa espanhola com as formações portuguesas de Vila Real de Santo António ou de Vila Real (de Trás-os-Montes); já nos basta ouvir dizer Viena de Áustria!
Wednesday, March 02, 2011
Tuesday, February 22, 2011
Uma metáfora
Quando o Benfica ganha ao Porto, a sensação é semelhante à do adolescente que, depois de ser assaltado por um bando de delinquentes, na zona mais esconsa de um longo túnel do metropolitano, vê um polícia interromper a marcha dos bandidos, reavendo o objecto do roubo para lho entregar.
Mas, quando ganha ao Sporting, tem-se a mesma alegria do jovem que conquista a miúda mais bonita do liceu, para espanto dos betinhos que não compreendem como é que uma pessoa com menos dinheiro do que eles consegue obter algo que os próprios nunca hão-de alcançar.
Mas, quando ganha ao Sporting, tem-se a mesma alegria do jovem que conquista a miúda mais bonita do liceu, para espanto dos betinhos que não compreendem como é que uma pessoa com menos dinheiro do que eles consegue obter algo que os próprios nunca hão-de alcançar.
Thursday, February 17, 2011
Benfica-2-Estugarda-1 (Liga Europa)
Para aqueles que acham que foi um mau resultado para a equipa da Luz, lanço-lhes apenas dois dados, indesmentíveis até ao dia de hoje:
foi a primeira vez que o Benfica deu a volta a um resultado, em jogos oficiais, na época 2010/2011;
a única equipa a quem o Benfica não ganhou um único jogo oficial, na época 2010/2011, é... alemã (Schalke 04).
foi a primeira vez que o Benfica deu a volta a um resultado, em jogos oficiais, na época 2010/2011;
a única equipa a quem o Benfica não ganhou um único jogo oficial, na época 2010/2011, é... alemã (Schalke 04).
Saturday, February 12, 2011
Riscas com quadrados não combinam
Costinha, percebes agora por que motivo foste despedido?!É o Sporting…
Tuesday, January 25, 2011
Eusébio
O Rei faz hoje 69... anos.
Ainda que possa não ser o único a fazê-lo(s), Eusébio habituou-nos, durante a sua longa e Gloriosa carreira, a efectuar movimentos como nenhum outro.
Parabéns, King!
Sunday, January 09, 2011
Com tranquilidade
Paulo Bento é um dos casos mais fascinantes do futebol português.
Como jogador, fez a sua formação nos pouco agradáveis campos pelados e, já sénior, nunca beneficiou de quaisquer favorecimentos mediáticos, ou por nunca ter tido um corte de cabelo como o de Paulo Sousa, ou porque lhe faltavam a arte e a velocidade que Figo e Rui Costa empregavam no jogo.
Como treinador, acabou por ser uma rábula do Gato Fedorento a catapultá-lo para uma notoriedade que, até então, os seus méritos não tinham permitido alcançar.
Mas, ao contrário do que possa parecer pelo que atrás se escreveu, Paulo Bento não é uma vítima; é um conquistador.
Um ano depois de uns miúdos poucos meses mais novos do que ele se sagrarem campeões do mundo em Riade, entrou para a história do Estrela da Amadora, ao marcar o primeiro golo da sua equipa na final da Taça de Portugal de 1990, contra o Farense. Foi a única Taça conquistada pelo clube.
Fiel aos poucos clubes que representou (Estrela da Amadora, Vitória de Guimarães, Benfica, Oviedo e Sporting), tornou-se um símbolo em todos eles, quase sempre com o estatuto de titular. E só com o emblema do clube espanhol é que não participou nas competições europeias.
Mesmo no dealbar da crise benfiquista, foi titular na conquista do último título do clube no século XX, a Taça de Portugal de 1996, troféu que as águias só voltariam a alcançar oito anos depois.
Depois da experiência espanhola, Paulo Bento regressou a Portugal para voltar a representar o Benfica, mas o clube da Luz esqueceu-se que, mesmo nos clubes do coração, os profissionais devem ser pagos pela mais-valia que representam. O atleta voltou a manifestar uma excelente leitura de jogo e mudou-se para Alvalade, talvez para condizer com o bairro onde cresceu. Aí, jogou na Champions logo em 2000, sagrou-se finalmente campeão português, em 2002, ano em que voltou a ganhar uma Taça de Portugal.
É certo que não foi uma estrela do futebol mundial, mas esteve presente em todas as principais competições internacionais, tanto de clubes como de selecções. Nunca se destacou pelas fintas prodigiosas nem por uma velocidade estonteante, mas sempre revelou uma visão de jogo invulgar e uma alma incontestável na entrega ao jogo, características próprias de quem pensava os jogos enquanto os jogava, como se desempenhasse ao mesmo tempo as funções de treinador.
Não foi de estranhar que, finda a carreira de atleta, abraçasse as funções de treinador. Estreou-se com um título de campeão a comandar os juniores do Sporting e, num momento de crise, transitou para o plantel sénior. Aí, apesar de não ter conseguido conquistar nenhuma Liga, ganhou duas Taças de Portugal e duas Supertaças, além de estar presente nas duas primeiras finais da Taça da Liga e em três edições da Liga dos Campeões, o que o clube não conseguia desde os seus tempos de jogador.
Abandonou o Sporting naquela que começava a ser, provavelmente, a maior crise dos últimos 20 anos no clube. Após quase um ano sem treinar, assumiu o comando da Selecção, no momento mais difícil dos últimos 12 anos.
Neste momento, já poucos se lembram de Scolari e quase ninguém quer recordar Queiroz. Paulo Bento, esse, não atira pedras a ninguém. Procura congregar, tendo na retaguarda os adjuntos que o têm acompanhado. E é, entre os treinadores da sua geração (Paulo Sérgio, Domingos Paciência, Rui Vitória, Pedro Caixinha, Pedro Martins), o que melhores resultados tem apresentado.
Nos primeiros embates, contra a Dinamarca (a quem Portugal não tinha ganho no último apuramento) e a Islândia (que derrotou na ilha gelada), teve a sorte de Deco, Simão, Paulo Ferreira e Miguel já terem renunciado à Selecção, mas a verdade é que não inventou nas suas opções.
Convocou o melhor lateral-direito português disponível (João Pereira), apostou num bloco central entrosado (Ricardo Carvalho e Pepe), confirmou que Moutinho, Martins e Nani deveriam ter estado presentes na África do Sul, foi perspicaz ao perceber que Meireles podia voltar a ser um número 6 e fez com que não restassem dúvidas de que Ronaldo também resolve jogos na Selecção.
Antes do jogo particular contra a selecção espanhola, de promoção da candidatura ibérica ao Mundial, Paulo Bento afirmou: “Queremos ser os melhores do mundo”. Mesmo tratando-se de um jogo particular, Portugal goleou os campeões da Europa e do Mundo por 4-0, com uma exibição de gala, inclusivamente a de Bosingwa, que jogou, por necessidades da equipa, na pouco habitual posição de defesa lateral esquerdo.
A conclusão é de que as palavras do actual seleccionador não são mera oratória, porque, dentro do campo, os jogadores têm-se mostrado tão orgulhosos por representar a Selecção como Paulo Bento sempre se mostrou profissional a envergar a camisola de todos os clubes por onde passou.
Paulo Bento nunca se furta a polémicas, mostra pulso firme e, apesar de todas as críticas, adapta sempre as equipas que orienta às características dos seus jogadores e dos adversários.
Como jogador, fez a sua formação nos pouco agradáveis campos pelados e, já sénior, nunca beneficiou de quaisquer favorecimentos mediáticos, ou por nunca ter tido um corte de cabelo como o de Paulo Sousa, ou porque lhe faltavam a arte e a velocidade que Figo e Rui Costa empregavam no jogo.
Como treinador, acabou por ser uma rábula do Gato Fedorento a catapultá-lo para uma notoriedade que, até então, os seus méritos não tinham permitido alcançar.
Mas, ao contrário do que possa parecer pelo que atrás se escreveu, Paulo Bento não é uma vítima; é um conquistador.
Um ano depois de uns miúdos poucos meses mais novos do que ele se sagrarem campeões do mundo em Riade, entrou para a história do Estrela da Amadora, ao marcar o primeiro golo da sua equipa na final da Taça de Portugal de 1990, contra o Farense. Foi a única Taça conquistada pelo clube.
Fiel aos poucos clubes que representou (Estrela da Amadora, Vitória de Guimarães, Benfica, Oviedo e Sporting), tornou-se um símbolo em todos eles, quase sempre com o estatuto de titular. E só com o emblema do clube espanhol é que não participou nas competições europeias.
Mesmo no dealbar da crise benfiquista, foi titular na conquista do último título do clube no século XX, a Taça de Portugal de 1996, troféu que as águias só voltariam a alcançar oito anos depois.
Depois da experiência espanhola, Paulo Bento regressou a Portugal para voltar a representar o Benfica, mas o clube da Luz esqueceu-se que, mesmo nos clubes do coração, os profissionais devem ser pagos pela mais-valia que representam. O atleta voltou a manifestar uma excelente leitura de jogo e mudou-se para Alvalade, talvez para condizer com o bairro onde cresceu. Aí, jogou na Champions logo em 2000, sagrou-se finalmente campeão português, em 2002, ano em que voltou a ganhar uma Taça de Portugal.
É certo que não foi uma estrela do futebol mundial, mas esteve presente em todas as principais competições internacionais, tanto de clubes como de selecções. Nunca se destacou pelas fintas prodigiosas nem por uma velocidade estonteante, mas sempre revelou uma visão de jogo invulgar e uma alma incontestável na entrega ao jogo, características próprias de quem pensava os jogos enquanto os jogava, como se desempenhasse ao mesmo tempo as funções de treinador.
Não foi de estranhar que, finda a carreira de atleta, abraçasse as funções de treinador. Estreou-se com um título de campeão a comandar os juniores do Sporting e, num momento de crise, transitou para o plantel sénior. Aí, apesar de não ter conseguido conquistar nenhuma Liga, ganhou duas Taças de Portugal e duas Supertaças, além de estar presente nas duas primeiras finais da Taça da Liga e em três edições da Liga dos Campeões, o que o clube não conseguia desde os seus tempos de jogador.
Abandonou o Sporting naquela que começava a ser, provavelmente, a maior crise dos últimos 20 anos no clube. Após quase um ano sem treinar, assumiu o comando da Selecção, no momento mais difícil dos últimos 12 anos.
Neste momento, já poucos se lembram de Scolari e quase ninguém quer recordar Queiroz. Paulo Bento, esse, não atira pedras a ninguém. Procura congregar, tendo na retaguarda os adjuntos que o têm acompanhado. E é, entre os treinadores da sua geração (Paulo Sérgio, Domingos Paciência, Rui Vitória, Pedro Caixinha, Pedro Martins), o que melhores resultados tem apresentado.
Nos primeiros embates, contra a Dinamarca (a quem Portugal não tinha ganho no último apuramento) e a Islândia (que derrotou na ilha gelada), teve a sorte de Deco, Simão, Paulo Ferreira e Miguel já terem renunciado à Selecção, mas a verdade é que não inventou nas suas opções.
Convocou o melhor lateral-direito português disponível (João Pereira), apostou num bloco central entrosado (Ricardo Carvalho e Pepe), confirmou que Moutinho, Martins e Nani deveriam ter estado presentes na África do Sul, foi perspicaz ao perceber que Meireles podia voltar a ser um número 6 e fez com que não restassem dúvidas de que Ronaldo também resolve jogos na Selecção.
Antes do jogo particular contra a selecção espanhola, de promoção da candidatura ibérica ao Mundial, Paulo Bento afirmou: “Queremos ser os melhores do mundo”. Mesmo tratando-se de um jogo particular, Portugal goleou os campeões da Europa e do Mundo por 4-0, com uma exibição de gala, inclusivamente a de Bosingwa, que jogou, por necessidades da equipa, na pouco habitual posição de defesa lateral esquerdo.
A conclusão é de que as palavras do actual seleccionador não são mera oratória, porque, dentro do campo, os jogadores têm-se mostrado tão orgulhosos por representar a Selecção como Paulo Bento sempre se mostrou profissional a envergar a camisola de todos os clubes por onde passou.
Paulo Bento nunca se furta a polémicas, mostra pulso firme e, apesar de todas as críticas, adapta sempre as equipas que orienta às características dos seus jogadores e dos adversários.
Ainda que alguma imprensa, por vezes, lembre o seu abandono dos estudos, é um dos treinadores portugueses cujo discurso é mais claro e conciso, tanto para a comunicação social como, pelos resultados que tem alcançado, para os jogadores que orienta.
Subscribe to:
Comments (Atom)








